
Salão Pet Negócio: oportunidades no mercado atual
O setor de banho e tosa nunca esteve tão aquecido: o mercado pet brasileiro ocupa posição de destaque mundial e segue em expansão acelerada. Para quem pensa em empreender ou se especializar na área, entender as tendências e os diferenciais competitivos faz toda a diferença. Neste artigo, analisamos o cenário atual e o que separa os salões pet bem-sucedidos dos que ficam para trás.
Equipe INTEC
Equipe Editorial · 12 de abr. de 2026
Salão Pet Negócio: oportunidades no mercado atual
O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Em 2023, o setor movimentou mais de R$ 68 bilhões, segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação). Dentro desse universo, os serviços de estética e banho e tosa respondem por uma fatia expressiva e crescente do faturamento — e abrir um salão pet deixou de ser uma aposta arriscada para se tornar uma das apostas mais sólidas do empreendedorismo brasileiro.
Mas o que exatamente justifica esse crescimento? E quais são as condições reais para quem quer transformar esse mercado em um negócio sustentável?
Por que o mercado pet segue em expansão
O Brasil tem hoje mais de 162 milhões de animais de estimação, segundo levantamento da Abinpet. Cães e gatos lideram, com mais de 60 milhões e 30 milhões de cabeças, respectivamente. O dado mais relevante para quem pensa em um salão pet, porém, não é o número bruto de animais — é o comportamento do tutor.
Pesquisas setoriais mostram que mais de 70% dos brasileiros consideram seus pets como membros da família. Esse fenômeno, chamado de humanização dos animais de estimação, muda completamente o padrão de consumo: o tutor deixa de gastar apenas com ração e vacina e passa a investir em estética, saúde preventiva, entretenimento e bem-estar.
O serviço de banho e tosa é um dos mais recorrentes nessa cadeia. Dependendo da raça e do porte do animal, a visita ao salão pet acontece a cada 30 ou 45 dias — o que garante uma receita previsível e recorrente para o estabelecimento.
O que compõe um salão pet como negócio
Abrir um salão pet vai muito além de montar uma bancada de tosa e esperar os clientes chegarem. O negócio envolve ao menos quatro pilares operacionais:
- Infraestrutura e equipamentos: banheiras adequadas ao porte dos animais, mesas de tosa com regulagem de altura, secadores profissionais, gaiolas de espera com controle de temperatura e ventilação.
- Insumos e produtos: shampoos específicos por tipo de pelagem, condicionadores, perfumes, produtos antiparasitários e itens de acabamento.
- Equipe qualificada: banhistas e tosadores com formação técnica, capacidade de manejo seguro dos animais e conhecimento básico sobre raças, temperamentos e condições de saúde.
- Gestão e relacionamento com o cliente: agendamento eficiente, histórico de cada animal atendido, comunicação ativa com os tutores e controle financeiro rigoroso.
Qualificação como diferencial competitivo
O mercado cresceu rápido e trouxe junto um problema: a proliferação de profissionais sem preparo adequado. Acidentes durante o atendimento — como cortes, quedas de bancada ou episódios de estresse severo nos animais — ainda são relatados com frequência e geram não apenas danos ao pet, mas também exposição jurídica ao estabelecimento.
A formação técnica em estética animal vai além de aprender a manusear uma tesoura. Inclui:
- Identificação de sinais de doenças dermatológicas e parasitárias durante o banho
- Técnicas de contenção segura para animais agitados ou agressivos
- Padrões de tosa por raça reconhecidos por entidades como o Kennel Club
- Noções de primeiros socorros veterinários em situações de emergência
- Boas práticas de higiene e controle de infecção cruzada entre animais
Profissionais com esse repertório cobram mais, atendem melhor e constroem uma clientela fiel com muito mais facilidade do que aqueles que aprendem apenas na prática.
Modelos de negócio: do salão fixo ao pet móvel
Uma das transformações recentes no setor é a diversificação dos formatos. O salão pet tradicional, com ponto físico e atendimento presencial, ainda domina — mas novos modelos ganharam espaço:
- Pet shop com serviços integrados: combina venda de produtos com banho, tosa e, em alguns casos, consultas veterinárias. Exige maior investimento inicial, mas amplia o ticket médio por cliente.
- Salão pet móvel: van equipada que vai até a casa do tutor. Atrai clientes que valorizam conveniência e privacidade para o animal, especialmente em grandes centros urbanos.
- Atendimento home care: o profissional se desloca com um kit portátil. Modelo de baixo custo operacional, indicado para quem está iniciando com capital limitado.
- Franquias do setor: algumas redes estruturadas oferecem modelo de negócio com suporte de marca, mas exigem royalties e conformidade com padrões estabelecidos pela franqueadora.
Quanto se pode faturar
Os números variam muito conforme a localização, o porte do negócio e o perfil da clientela. Um salão de pequeno porte, em cidade de médio porte, com dois profissionais atendendo em média 10 animais por dia, pode faturar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil mensais. Em capitais e regiões de maior poder aquisitivo, esse número pode ser significativamente mais alto.
O ticket médio por atendimento oscila entre R$ 60 e R$ 250, dependendo do porte do animal, da raça e dos serviços complementares, como hidratação, perfumaria e tosa artística.
Regulamentação e formalização
Um ponto que muitos empreendedores ignoram: salões pet precisam de alvará de funcionamento, registro no CNPJ e, em muitos municípios, licença sanitária e ambiental. A ausência dessas licenças pode gerar multas e até interdição do estabelecimento.
Além disso, a atividade envolve responsabilidade civil sobre os animais sob guarda — o que torna fundamental contar com um contrato de prestação de serviços bem estruturado e, idealmente, um seguro de responsabilidade para pets.
Perspectivas para quem quer entrar no setor
O mercado pet brasileiro ainda tem espaço relevante para novos entrantes, especialmente em cidades médias do interior, onde a oferta de serviços qualificados ainda é escassa. A combinação de demanda crescente, recorrência natural do serviço e valorização do bem-estar animal cria um ambiente favorável para negócios bem estruturados.
O ponto de diferenciação, no entanto, não está mais apenas no preço ou na localização. Está na competência técnica de quem atende, na confiança que o tutor deposita no estabelecimento e na capacidade de entregar uma experiência positiva — tanto para o animal quanto para quem o trouxe.
Quem entra nesse mercado com preparo, planejamento e visão de longo prazo tem diante de si um dos setores mais resilientes da economia brasileira — um que não parou nem nos períodos mais críticos dos últimos anos.
INTEC · Área Veterinária
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