
Setor Pet Economy: oportunidades para auxiliar veterinário
O Brasil já é o terceiro maior mercado pet do mundo, e esse crescimento chegou ao consultório veterinário em forma de emprego. Quem ama animais e quer transformar essa paixão em carreira encontra hoje um caminho concreto como auxiliar de veterinária. Entenda o que o mercado exige, o que paga e por onde começar.
Equipe INTEC
Equipe Editorial · 15 de abr. de 2026
Setor Pet Economy: oportunidades para auxiliar veterinário
O Brasil tem mais animais de estimação do que crianças. Não é exagero: segundo o IBGE, o país abriga cerca de 149 milhões de pets, enquanto a população de crianças de 0 a 14 anos é de aproximadamente 47 milhões. Esse dado revela um fenômeno cultural profundo — e uma janela de oportunidades concretas para quem deseja trabalhar com cuidados animais de forma profissional.
A chamada pet economy — ou economia pet — é o conjunto de setores movimentados pela posse de animais domésticos: saúde veterinária, alimentação, estética, hotelaria, seguros e tecnologia. E esse mercado cresce a uma velocidade que poucos segmentos no Brasil conseguem acompanhar.
Um mercado que não para de crescer
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor pet movimentou mais de R$ 68 bilhões em 2023, consolidando o Brasil como o terceiro maior mercado pet do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido.
A saúde animal representa a fatia mais relevante desse volume. Consultas veterinárias, cirurgias, exames laboratoriais, vacinação e internação concentram bilhões em faturamento anual. E com isso, a demanda por mão de obra qualificada — especialmente técnicos e auxiliares veterinários — cresce de forma consistente.
Segundo dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Brasil registrava, em 2023, mais de 100 mil médicos veterinários ativos. Mas o número de clínicas, hospitais veterinários e pet shops com serviços clínicos cresceu em ritmo superior à formação de profissionais de nível superior, criando um déficit importante de pessoal técnico de apoio.
O papel do auxiliar veterinário nesse cenário
O auxiliar veterinário é o profissional que sustenta a rotina de uma clínica ou hospital veterinário. Suas funções vão muito além do que o senso comum imagina. Na prática, o dia a dia inclui:
- Contenção física e química de animais durante procedimentos
- Preparo e esterilização de materiais cirúrgicos
- Coleta de sangue, urina e outros materiais para exames laboratoriais
- Auxílio em curativos, medicações e controle pós-operatório
- Monitoramento de animais internados
- Atendimento e orientação básica aos tutores
- Controle de estoque de medicamentos e insumos
É uma função técnica, exigente e essencial. Sem esse profissional, o médico veterinário não consegue atender com a agilidade que a rotina clínica demanda.
Onde esses profissionais atuam
A atuação do auxiliar veterinário não se limita ao consultório clínico. A expansão da pet economy abriu frentes de trabalho diversas:
Clínicas e hospitais veterinários
O ambiente mais tradicional. Com o aumento da complexidade dos atendimentos — incluindo oncologia, cardiologia e neurologia animais —, o suporte técnico especializado se tornou indispensável.
Pet shops com serviços integrados
Muitos estabelecimentos hoje oferecem consultas, vacinas e pequenos procedimentos. Nesses espaços, o auxiliar veterinário assume um papel central na triagem e nos cuidados básicos.
Agropecuárias e clínicas de grandes animais
O interior do Brasil ainda concentra uma demanda enorme por profissionais que atuam com bovinos, equinos, suínos e aves. O agronegócio brasileiro — que responde por cerca de 25% do PIB nacional — também depende de saúde animal para manter sua produtividade.
Canis, gatils e hotelaria pet
A hotelaria para animais cresceu especialmente após a pandemia, quando os tutores passaram a tratar os pets como membros da família. Profissionais com conhecimento em bem-estar e primeiros socorros animais têm vantagem competitiva nesses espaços.
ONGs e centros de controle de zoonoses
Municípios de médio e grande porte mantêm estruturas públicas para controle de zoonoses e abrigo de animais. Esses órgãos frequentemente contratam auxiliares e técnicos para apoio nas ações de campo e na gestão dos abrigos.
Qualificação: por que ela faz diferença real
O mercado pet está ficando mais exigente. Tutores mais informados cobram atendimentos mais qualificados, e estabelecimentos que querem se diferenciar buscam profissionais com formação comprovada.
A qualificação técnica em auxiliar veterinário capacita o profissional a atuar com segurança em procedimentos que, feitos de forma inadequada, podem colocar em risco a saúde do animal e a integridade da equipe. Além disso, a formação estruturada reduz o tempo de adaptação no emprego e aumenta as chances de progressão na carreira.
Para quem já trabalha no setor de forma informal, a certificação também representa um diferencial importante: consolida o conhecimento prático com embasamento técnico e abre portas para posições mais bem remuneradas.
Perspectivas para quem quer entrar no setor
A pet economy brasileira deve continuar crescendo. Projeções da Abinpet indicam que o mercado pode ultrapassar R$ 80 bilhões até 2025, impulsionado por uma geração que humaniza cada vez mais seus animais e investe em saúde preventiva, não apenas em atendimentos emergenciais.
Para quem ama animais e quer transformar esse afeto em carreira, o caminho passa necessariamente por qualificação. Gostar de bichos é o ponto de partida, mas entender de anatomia básica, farmacologia veterinária, biossegurança e técnicas de contenção é o que transforma um apaixonado em um profissional.
O setor oferece estabilidade, propósito e crescimento. E o Brasil — com seus 149 milhões de pets — ainda tem muito espaço para quem decide levá-lo a sério.
INTEC · Área Veterinária
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