
Setor Pet Economy: oportunidades para auxiliar veterinário
O Brasil é um dos maiores mercados pet do mundo e a demanda por profissionais qualificados nunca foi tão alta. Para quem ama animais e quer transformar essa paixão em profissão, o cargo de auxiliar de veterinária oferece entrada acessível e crescimento real. Entenda o que o mercado exige e quais caminhos estão abertos hoje.
Equipe INTEC
Equipe Editorial · 10 de abr. de 2026
Setor Pet Economy: oportunidades para quem quer trabalhar como auxiliar veterinário
O Brasil tem mais animais de estimação do que crianças. Não é exagero: segundo o IBGE, o país abriga cerca de 149 milhões de pets, enquanto a população de crianças de 0 a 14 anos gira em torno de 46 milhões. Esse dado por si só já revela o tamanho de um mercado em expansão acelerada — e o quanto ele precisa de profissionais qualificados para sustentar esse crescimento.
Para quem ama animais e enxerga nessa paixão uma possibilidade de carreira, o setor pet economy oferece caminhos concretos e acessíveis de entrada. Um dos mais promissores é o de auxiliar veterinário.
O que é a pet economy e por que ela importa
Pet economy é o termo usado para descrever o conjunto de atividades econômicas geradas pela criação, cuidado e bem-estar animal. Vai muito além de ração e coleiras: inclui medicina veterinária, estética animal, hotelaria, seguros, tecnologia e muito mais.
Segundo a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), o faturamento do setor superou R$ 68 bilhões em 2023, consolidando o Brasil como o 3º maior mercado pet do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido.
Esse crescimento não desacelerou nem nos períodos de crise econômica. Estudos do setor apontam que o gasto com pets tem comportamento anticíclico: mesmo em recessão, tutores mantêm os gastos com saúde animal.
A demanda por auxiliares veterinários está crescendo
Com mais pets, crescem também as consultas, cirurgias, exames e internações. As clínicas e hospitais veterinários precisam de uma equipe de suporte para funcionar — e o auxiliar veterinário é peça central nessa estrutura.
Esse profissional atua diretamente no atendimento clínico, apoiando o médico-veterinário em procedimentos, preparando o ambiente, monitorando animais internados e orientando tutores. É uma função técnica, com responsabilidade real e campo de atuação amplo.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o setor de serviços veterinários foi um dos que mais abriu vagas formais nos últimos anos, com crescimento consistente desde 2020.
Onde o auxiliar veterinário pode atuar
- Clínicas e hospitais veterinários
- Pet shops com serviços veterinários integrados
- Canis, gatils e hotéis para animais
- ONGs de proteção e resgate animal
- Centros de zoonoses municipais
- Agropecuárias e fazendas (medicina de grandes animais)
- Laboratórios de análises clínicas veterinárias
O que faz um auxiliar veterinário no dia a dia
A rotina varia conforme o tipo de estabelecimento, mas há um conjunto de tarefas comuns a quase todos os ambientes clínicos:
- Recepção e contenção de animais para exames e procedimentos
- Preparo de materiais cirúrgicos e sala de atendimento
- Administração de medicamentos sob supervisão do veterinário
- Monitoramento de animais internados (temperatura, hidratação, comportamento)
- Coleta de material para exames laboratoriais
- Higienização e desinfecção de ambientes clínicos
- Apoio ao tutor com orientações pós-consulta
É uma função que exige atenção, empatia e preparo técnico. Lidar com animais em sofrimento e com tutores emocionalmente abalados faz parte do trabalho — e quem se forma bem sai preparado para isso.
Formação técnica: o caminho mais rápido para entrar no mercado
A graduação em medicina veterinária tem duração de cinco anos e habilita para o exercício da profissão de médico-veterinário, com registro no CFMV. Já o auxiliar veterinário pode atuar com formação técnica de nível médio, o que representa um caminho mais ágil de inserção no mercado.
Os cursos técnicos na área têm duração média de 12 a 18 meses e oferecem base sólida em anatomia animal, farmacologia básica, manejo clínico, biossegurança e ética profissional.
No Brasil, a Resolução nº 722/2002 do CFMV reconhece as categorias de auxiliares e técnicos em medicina veterinária, estabelecendo o escopo de atuação de cada um. É importante que o profissional conheça os limites e atribuições da sua categoria para atuar com segurança e dentro da legalidade.
Remuneração e perspectivas de carreira
O salário de um auxiliar veterinário varia bastante por região e tipo de estabelecimento. Em média, a entrada no mercado gira entre R$ 1.500 e R$ 2.500 mensais para posições CLT, com possibilidade de crescimento para funções de técnico sênior ou coordenação de equipe clínica.
Com experiência e especialização, é possível migrar para áreas como diagnóstico por imagem veterinária, anestesiologia animal, oncologia veterinária ou gestão de clínicas — nichos que pagam acima da média e têm demanda crescente.
Habilidades que fazem diferença na seleção
- Capacidade de contenção segura de diferentes espécies
- Conhecimento básico de farmacologia e vias de administração
- Comunicação clara com tutores
- Organização e atenção a protocolos de biossegurança
- Inteligência emocional para situações de urgência
Uma carreira para quem leva animais a sério
Trabalhar com animais por amor é um começo. Mas transformar essa paixão em carreira exige preparo técnico, comprometimento e compreensão clara do que o mercado espera de um profissional da saúde animal.
A pet economy brasileira está longe de saturar. Com um parque de clínicas em expansão, demanda crescente por serviços especializados e um público cada vez mais exigente na qualidade do atendimento veterinário, o espaço para profissionais bem formados só tende a crescer.
Quem ingressa nessa área com qualificação sólida e visão de desenvolvimento contínuo encontra não apenas emprego — encontra uma carreira com propósito.
INTEC · Área Veterinária
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