
Setor Pet Economy: oportunidades para auxiliares vet
O mercado pet brasileiro já movimenta mais de R$ 60 bilhões por ano e segue em expansão acelerada. Para quem ama animais e quer transformar essa paixão em profissão, o papel do auxiliar de veterinária nunca foi tão valorizado. Entenda o que está impulsionando essa demanda e como se posicionar nesse cenário.
Equipe INTEC
Equipe Editorial · 21 de abr. de 2026
Setor Pet Economy: oportunidades para auxiliares veterinários no maior mercado pet da América Latina
O Brasil tem mais animais de estimação do que crianças. Não é exagero: segundo o Instituto Pet Brasil, o país abriga cerca de 150 milhões de animais domésticos, entre cães, gatos, peixes, pássaros e outros. Para quem ama animais e quer transformar essa paixão em profissão, o momento nunca foi tão favorável.
O setor conhecido como pet economy — a economia gerada por produtos, serviços e cuidados voltados a animais de estimação — cresceu de forma consistente mesmo em períodos de crise. Em 2023, o mercado pet brasileiro movimentou R$ 68,4 bilhões, de acordo com o Instituto Pet Brasil, consolidando o país como o terceiro maior mercado pet do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Dentro dessa cadeia produtiva, a área de saúde animal é um dos segmentos que mais cresce — e também onde há maior carência de profissionais qualificados.
Por que a área veterinária está em expansão?
A chamada "humanização dos pets" mudou o comportamento dos tutores brasileiros. Animais que antes viviam em quintais hoje dormem na cama dos donos, usam roupas, têm plano de saúde e frequentam consultas preventivas com regularidade.
Esse movimento impacta diretamente a demanda por serviços veterinários. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o Brasil conta com mais de 100 mil médicos veterinários registrados — mas clínicas, pet shops, hospitais veterinários e centros de diagnóstico animal enfrentam dificuldade crescente para encontrar auxiliares e técnicos treinados para apoiar esses profissionais.
A lacuna entre a demanda do mercado e a oferta de profissionais habilitados abre uma janela real de oportunidade para quem busca qualificação.
O que faz um auxiliar veterinário?
O auxiliar veterinário atua diretamente no suporte às atividades clínicas, cirúrgicas e administrativas de estabelecimentos de saúde animal. Entre as principais funções estão:
- Preparação e contenção de animais para exames e procedimentos
- Auxílio durante consultas e cirurgias
- Administração de medicamentos sob supervisão médica
- Coleta de materiais biológicos para exames laboratoriais
- Esterilização de instrumentos e manutenção da biossegurança
- Orientação a tutores sobre cuidados pós-consulta
- Apoio em internações e monitoramento de animais hospitalizados
É uma função que exige preparo técnico, mas que não exige formação universitária. Cursos técnicos e de qualificação profissional habilitam o profissional para atuar de forma legal e eficiente nesse contexto.
Onde trabalha quem se forma como auxiliar vet?
As possibilidades de inserção no mercado vão muito além do consultório tradicional. Veja os principais espaços de atuação:
Clínicas e hospitais veterinários
São os empregadores mais tradicionais. Com a expansão do setor, hospitais veterinários de médio e grande porte surgem em capitais e cidades do interior, criando demanda constante por equipes auxiliares.
Pet shops com serviços integrados
Muitos pet shops passaram a oferecer banho, tosa, vacinação e consultas dentro do mesmo espaço. Esses estabelecimentos precisam de profissionais com conhecimento em saúde animal para garantir a segurança dos procedimentos.
Clínicas móveis e atendimento domiciliar
Tendência crescente nas grandes cidades, as clínicas veterinárias móveis atendem tutores que preferem não tirar seus animais de casa. Auxiliares treinados são essenciais nesse modelo de negócio.
Canis, cataris e hotéis para pets
Estabelecimentos de hospedagem animal também contratam profissionais com formação técnica, especialmente para monitorar a saúde dos animais durante a estadia.
ONGs e proteção animal
O Brasil tem milhares de organizações dedicadas ao resgate e adoção de animais. Muitas delas buscam voluntários e profissionais com formação técnica para atuar em castrações, triagem e cuidados básicos.
Dados que mostram a força do setor
Para quem ainda tem dúvidas sobre a sustentabilidade da carreira, os números são reveladores:
- O segmento de saúde animal cresceu 12,9% em 2023, segundo o Instituto Pet Brasil
- O Brasil tem 1 pet shop para cada 1.200 habitantes em média, com tendência de crescimento
- Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o mercado pet não registrou retração nem na pandemia de 2020 — pelo contrário, cresceu
- A adoção de cães e gatos aumentou significativamente entre 2020 e 2022, ampliando a base de tutores ativos no país
Esses indicadores mostram que a pet economy tem características de setor resiliente — menos vulnerável a ciclos econômicos do que outros segmentos do varejo e serviços.
O que é preciso para entrar na área?
Diferente de profissões que exigem graduação de quatro ou cinco anos, a auxiliar veterinária pode começar a trabalhar com uma formação técnica de curta duração — geralmente entre 6 e 12 meses, dependendo do formato e da carga horária.
Os conteúdos essenciais para quem quer atuar na área incluem:
- Anatomia e fisiologia animal (especialmente cães e gatos)
- Técnicas de contenção e manejo
- Biossegurança e controle de infecções
- Farmacologia básica e vias de administração
- Noções de patologia e exames clínicos
- Ética e legislação na área de saúde animal
A experiência prática — idealmente com estágio supervisionado em clínica ou hospital veterinário — é um diferencial importante na hora de entrar no mercado.
Uma carreira que começa com amor, mas cresce com preparo
Gostar de animais é o ponto de partida para quem escolhe essa área. Mas é o conhecimento técnico que transforma a paixão em carreira sustentável.
O mercado pet no Brasil está maduro o suficiente para oferecer oportunidades reais — com carteira assinada, perspectivas de crescimento e até possibilidade de empreendimento próprio. Ao mesmo tempo, ainda há espaço enorme para profissionais qualificados, especialmente nas cidades médias e no interior do país, onde a oferta de serviços veterinários cresce sem a contrapartida de mão de obra treinada.
Para quem sempre sonhou em trabalhar com animais, a pet economy brasileira está, literalmente, com a porta aberta.
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